Comentário PVC-Imprensa não torce

Jornalista nenhum vai à Cpa do Mundo para cobrir seu próprio umbigo, ou seja, ninguém viaja para falar da própria imprensa. Para discuti-la, já existem sites e programas suficientes, como o "Comunique-se" e o "Observatório da Imprensa".
Mas a semana em Johanesburgo registrou tantas confusões sobre o correto papel dos jornalistas que exige uma reflexão. Já na primeira pergunta, da primeira entrevista cletiva, a apresentadora da TV Record, Mylena Ciribelli, errou na medida:"Queria dizer que, antes de jornalistas, smos torcedores do Brasil", afirmou. Nem ela está certa nem o técnico da seleção, aodizer que há 300 jornalistas torcendo contra o Brasil.
Cada frase malformulada, por quem tem por ofício usar as palavras, aumena otamanho da bagunça mental de quem joga o Mundial.
Os jogadores e o técnico acham mesmo que uma das missões da imprensa é ajudar a seleção. Não é.
"Eu conheç muitos jornalistas que torcem a favor", disse Kaká, na sexta-feira. Mais uma confusã. Jornalista nenhum deve ir à Copa para torcer, nem contra nem a favor de seleção nenhuma.
Não quer dizer que se esteja proibido de socar o ar na hora do gol Quer dizer que os jogadores e a comissão técnica deveriam entender que uma notícia não deixará de ser feita, mesmo que provoque um terremoto na concentração brasileira. O tempo dirá se a avaliação foi correta ou equivocada.
No exercício de sua profissão, jornalista não tem time, não amigo nem inimigo. Seu gol é a notícia. Gol cntra é informação errada. Nesse caso, é preciso corrigir rápido e, mesmo assim a seleção terá razão em brigar, espernear, processar.
Mas não diga que os jornalistas não notaram a educação dos zimbabuanos só porque preferiram o enfoque político, por jogar na terra do ditador Mugabe. A muitos, isso pareceu mais relevante.
Como nos dias de blogs e portais todo mundo é jornalista ou pensa que é, Dunga também esteve do outro lado do balcão.Foi comentarista da TV Bandeirantes, em 2006. Pois, na quinta, ao dizer que a imprensa foi quem disse primeiro que Weggis foi uma balbúrdia, foi questionado sobre a sua opinião. Respondeu que não ia aos treinos e só comentava jogos no estúdio ou no estádio.
De fato, a rotina dos comentaristas de TV exige muito tempo no Centro de Imprensa. Mas ir à Copa e não ver nenhum treino? Dunga não entende mesmo o papel dos jornalistas.

Crônica de Rádio Ideal

A CRÔNICA DE RÁDIO IDEAL
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O primeiro grande mandamento de uma crônica no rádio, de qualquer programa no rádio, é tratar o ouvinte com respeito, o que vale dizer: a consciência de que além do microfone há pessoas inteligentes, há humanos, enfim, que dividem conosco aquele momento. O segundo mandamento, portanto, é perder toda e qualquer atitude professoral, porque o privilégio que usamos naquele instante é circunstancial, e mais experiência possui o público do que sonha nossa vã imaginação. O terceiro é saber ler. Isso quer dizer: ler com emoção, com absoluto cuidado na ênfase e decréscimo das palavras, ler com ironia, ler com todo o ser, em resumo. Ler com todo o ser. Fazer da leitura uma experiência, como se fosse a última vez. Isso quer dizer, portanto, que as palavras têm que ser desentranhadas do seu casulo escrito. Isso quer dizer que a leitura exige recursos de ator, se por isso não entendemos o mau gosto das impostações de voz artificiais, ou, supremo mal dos males, as entonações melodramáticas. O texto deve ser interpretado com a voz que não passa a impressão de interpretar. Como dizer isso? – O texto merece uma interpretação natural, que se dê em um fluxo de conversa em uma sala, como um diálogo entre duas pessoas. Ainda que fale para milhões de pessoas, o locutor se dirige a um só ouvinte. Como um João Gilberto da fala. É claro que o locutor, naquele segundo terrível em que se acende uma luz vermelha no estúdio, o que o deixa na condição dos condenados à cadeira elétrica no momento em que se assentam e um carrasco anuncia, “no ar”, é claro que o locutor deve e tem que ser ajudado por um texto. Ora. Chegamos aqui ao mais difícil. Se o texto radiofônico em geral tem que ser escrito para a fala, e isso exige frases curtas, porque, tenham piedade, os pulmões de ninguém conseguirão alento em frases repletas de circunlóquios e perífrases, a crônica do rádio em particular guarda um pouco mais de dificuldade. Do seu natural gênero híbrido, o de ser texto para o dia e texto para qualquer dia, no rádio a crônica recebe outra marcação mais decisiva: as suas frases devem ser versos. Quero dizer, as frases devem guardar um sentido autônomo, que se realizam em um crescendo, e mais uma vez valemo-nos de outros reinos: as frases devem soar como uma composição musical. Mas não só. 1) As palavras têm que ser as mais simples, de domínio público; se for imprescindível uma estranha ao léxico popular, que se esclareça de imediato o seu sentido.2) Elas podem e devem ser repetidas, sempre que o sentido de ritmo exigir, sempre que for insubstituível no seu significado e na sua força.3) O texto deve caminhar, se possível, com alguma composição, composição sem letra, é claro, cujo espírito lhe seja harmônico. Em uma palavra: música, discreta, a ser combinada com o autor.E mais importante, o que me parece um autêntico salto de gato. A crônica radiofônica (“radiofônico”, esse palavra polissílaba, quase impronunciável no ar) deve ter uma idéia construída desde a primeira letra até o ponto final. Em um crescendo para um tempo breve. Não chega a ser um poema porque não possui elipses, nem frases de múltiplos significados. Mas guarda do poema a sua brevidade e movimentos, versos-frases, autônomos. Isso obedece a uma razão simples, sem preciosismo ou frescura. O texto lido no rádio não admite replay. A frase falada não admite uma volta, um retroceder. No ar, existe uma ordem: “digas a que vens e desapareças”. Por isso digo agora: fui.

Crônica radiofônica - Antônio Mendonça - Rádio Eldorado

A menina saltando na calçada, chamando a atenção: suja, malvestida, descalça, ela corre de um lado para outro, brinca, se diverte como se a vida fosse só isso, sua roupa, sua sujeira não existisse, ou fosse (....?) da felicidade. Seus irmãos, primos ou amigos, pedem esmolas com o trânsito parado. Correm para a rua cada vez que o sinal fecha. Se colocam na frente dos carros, com limões e laranjas ou pedaços de pau e iniciam malabarismos mambembes com pouco sucesso, que os obriga a abaixarem constantemente, para recuperar omalabarismos objeto de trabalho. Depois, com caras de anjos, se aproximam das janelas com a mudança de expressão quando não recebem a esmola pedida. Enquanto isso a menina cntinua pulando, correndo e brincando, a calçada é o jardim encantado onde a vida pega leve, e é possível brincar, em vez de pedir esmolas feito seus companheiros. Um deles maior vê a menina brincando. Se irrita ao chegar perto dela e dá-lhe um tapa na cabeça. A menina corre dele, chora, protege a cabeça com os braços finos, procura mostrar indiferença, continuando a saltar na calçada. Toma outro tapa e outro. Ninguém sai de dentro dos automóveis, ninguém a socorre. Os outros meninos continuam esmolando indiferentes. A menina para de brincar. Vai pra rua, se aproxima da janela do carro, o motorista vira a cara. No carro serguinte, o motorista faz que não com a mão. O outro sou eu. O que fazer? Dar esmola ou não? Dar é incentivar a menina a continuar na rua. Não dar é uma judiação. A resçposta é sua.
Antônio Penteado Mendonça, para a Rede Eldorado.

Crônica radiofônica - Eldorado-24-5-10

Ainda não é oficial, mas é quase certo que São Paulo se prepara para conc0rrer a um dos mais importantes prêmios dados às cidades brasileiras que se destacam em áreas específicas atuais. Se for verdade, não será a primeira vez que participamos. Pelo contrário, São Paulo já foi tricampeão, deixando de concorrer para dar uma chance a outras cidades, que fazem investimentos pesados, mas não tinham cacife para vencer a megalópole e todo seu potencial. Depois o prêmio foi esquecido. Outras prioridades tomaram seu lugar e durante anos, simplesmente ficamos de fora, ficamos de fora, apesar do prestígio que a laura do tal vencedor, com o patrocínio direto do governo suíço com parceria com a conhecida Dupont (?) do queijo do queijo furado o troféu mais suiço das cidades brasileiras e reconhecida internacionalmente e dá grande visibilidade aqui entre nós. Dito isso, vamos aos fatos que levam à quase certeza de que já há uma decisão política de retomar uma carreira vitoriosa para, se tudo der ceerto, vencermos pela quarta vez.
As chuvas ainda não começaram a cair com a violência do verão e as ruas paulistanas já estão mais furadas que um belo (??????????). São buracos de todos os tamanhos, de profundidades e formatos, espalhados por todas as regiões da cidade, mas de preferência em em ruas e avenidas onde os danos sejam maiores. Um deles, inclusive, se instalou numa faixa de pedestres para pegar gente desprevenida, que acha que buracos só querem fazer mal aos veículos. Por isso mesmo, sem saber o que os outros estão fazendo, nesse ritmo, com certeza, o prêmio já é nosso.
Antônio Penteado de Mendonça, para a Rede Eldorado.

Comentário político - Jabor-10-5-10-CBN

Comentário analítico – interpretativo –
Rádio BANDEIRANTES – Joelmir Betting – 10-5-1010

A Petrobras informou, neste fim de semana, que a produção brasileira de petróleo em abril arrancou um novo recorde, em matéria de média diária no mês: dois milhões e trinta e três mil barris. A meta é alcançar dois milhões e cem mil, lá na conta de dezembro. A estatal não deve ter gostado, porém, da queda dos preços de petróleo nas bolsas de Londres e Nova York. Queda de 13 por cento, na semana passada, contentando-se com setenta e cinco a setenta e sete barris. Para a Agência Internacional de Energia, a projeção do preço médio para este ano, tempo de recuperação da economia global, salvo, Grécia em contrário, está na banda de um e setenta e cinco a um a oitenta e cinco, perdão, 75 e 85. Para a Petrobras, no seu plano estratégico de 2010 e 2014, a produção no pré-sal ficará viabilizada com o barril acima de 40 dólares, metade da cotação de hoje. Até porque segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo, em dado não confirmado até agora pela Petrobras, o custo de produção no pré-sal não passará de 50. de 28 dólares o barril, 22, o dobro da média mundial, aqui, em 2010. E no seu programa de cinco anos, a Petrobras joga com barril a 55, com o dólar a dois e 15. No mais, o Brasil ensaia passar de importador a exportador de petróleo a partir de 2015. No momento, está havendo empate técnico entre produção nacional e consumo interno. É... quer dizer a gente não importa, mas também ainda não exporta. Mas já estamos comprando óleo diesel lá fora que falta aqui dentro, em troca de gasolina que sobra aqui dentro. Se no díesel, a mistura do biodíesel ainda não chegou cinco por cento, na gasolina, a mistura do etanol, ou anidro, voltou a 25 por cento, um litro de etanol para cada quatro de gasolina. Na soma da mistura, com as opções livres dos motorizados pelo etanol, nos carros flex, a substituição da gasolina pelo etanol alcança, agora em maio, nada menos de 57 por cento. Yes. Para inveja do mundo inteiro, nós já podemos desfilar nos automóveis o selo de a frota mais verde do mundo. Mais verde não, a única.

Entrevista radiofônica

UNESP – FAAC
Curso de Comunicação – Habilitação: jornalismo
Técnica Redacional I
Prof. Chamadoira

Entrevista
1 Conceito: Beltrão (apud Bertolato): “Técnica de obtenção da matéria de interesse jornalístico, por meio de perguntas a outrem.”
Para Juarez Bahia: “Reportagem provocada”
1.Tipos de entrevista;
a)Noticiosa
b)De opinião
c)Com personalidade
d)De grupo ou enquete
e)Coletiva
2. Fases da entrevista
Preparação realização tratamento transmissão
3.Fatores que intervêm na entrevista
a)estilo individual, empatia com o público e qualificações do entrevistado;
b)as posições, o grau de informação e a representatividade do entrevistado;
c)tempo disponível par preparação e realização;
d)forma de transmissão: ( ao vivo ou gravada) ;
e)estilo e o público ouvinte
4. Algumas recomendações
a) prepare-se ; leve o material;
b) a agilidade do rádio impede o agendamento; explique ao entrevistado;
c)conheça o assunto objeto da entrevista;
d)deixe o entrevistado à vontade, desenvolva empatia com ele;
e) conduza a entrevista; não dê opinião; a opinião do entrevistado é que interessa.
f)seja cordial, respeite o entrevistado, mas não seja subserviente ou agressivo;
g)use o tratamento segundo a função do entrevistado ou pronome “senhor”; com jovens, use “você”;
g) não se esqueça de identifica o entrevistado; identifique-o também no decorrer da entrevista, a cada três perguntas;
h)sugira sempre ao entrevistado para ele fornecer respostas objetivas e curtas;
i) procure colocar-se no lugar do público ouvinte;
j)antes da entrevista gravada ou ao vivo, converse com o entrevistado sobre as perguntas e respostas;
l) na entrevista coletiva, fique o mais próximo possível de quem vai falar, para uma boa qualidade de som;
m) se a pessoa “foge da pergunta” reconduza-o na questão;
n)evite pergunte cuja resposta pode ser um “sim” ou um “não”;
o)evite perguntas a um, parente de uma pessoa morta num acidente;
p)respeite o nível social do entrevistado e do ouvinte.
q) deixe o entrevistado concluir o raciocínio dele.
(Fontes: ERBOLATO, Mário e FERRETTO, Luiz Artur.

Literatura nos jornais


Houve um tempo no Brasil em que literatura e jornalismo se confundiam nas páginas dos jornais e os escritores dominavam a cena. Críticos e críticas se transformaram ao longo dos anos, regras e códigos se estabeleceram e, hoje, os jornalistas estão à frente dos suplementos culturais. O livro Literatura nos jornais – A crítica literária dos rodapés às resenhas (96 pp., R$ 24,90, Summus Editorial) conta detalhes dessa história. Por meio da análise da produção atual, passando pelos ancestrais das resenhas e pelo estudo dos principais suplementos do país, a jornalista Cláudia Nina reúne as características que identificam uma resenha e aponta o que é preciso para compor uma boa crítica.
Professora e crítica literária, Cláudia identificou a necessidade de escrever sobre o assunto na sala de aula, pois a bibliografia sobre o tema é quase inexistente. “De fato, a queixa dos estudantes de comunicação é uma angústia compartilhada por alunos de diversos cursos. Resenha é um bicho-de-sete-cabeças que poucos aprendem a enfrentar. Isso vale não apenas para alunos; muitos professores também não têm esse conhecimento e ficam sem condições de ensinar”, afirma.
Fazer uma resenha, explica a autora, é uma tarefa que inclui desde a interpretação da obra em questão até a capacidade de resumir idéias e concatená-las, organizando as palavras de forma atraente. “Trata-se de um exercício que enriquece a bagagem intelectual de qualquer profissional, seja de que área for. Escrever um texto e começar a praticar, mesmo que esse não seja para publicação, vale a pena”, prossegue Cláudia.
Na primeira parte do livro, a autora debate as relações históricas entre jornalismo e literatura – duas áreas do saber que sempre estiveram interligadas. Ela também inclui uma breve análise sobre os antigos rodapés (os ancestrais da resenha) e a divisão da crítica na atualidade, que se reparte basicamente em críticos-jornalistas e críticos-acadêmicos, não excluindo os críticos-escritores.
Na parte prática da obra, Cláudia mostra os bastidores de produção e montagem de um caderno literário e revela alguns dos passos fundamentais para a produção de um texto crítico, que começa sempre com a leitura bem-feita da obra a ser trabalhada. “Criticar um livro nunca é falar apenas de um livro, pois toda obra está em conexão com outras tantas”, lembra.
Segundo a autora, aprender a dispor as idéias no papel com precisão e clareza é necessidade de todos num mundo em que os e-mails fizeram da expressão escrita uma espécie de cartão de visitas, espelhando indisfarçáveis fragilidades verbais.
“As resenhas podem auxiliar, e muito, neste processo. Que este livro não seja um manual, enfadonho por natureza, mas um curso, um seminário ou uma conversa, que são coisas muito mais sedutoras”, conclui Cláudia.
Na parte final, a autora reproduz trechos e comenta os mais importantes espaços de crítica em jornais e revistas. E indica ao estudante o hábito de leitura desses suplementos, para enriquecer o conhecimento sobre os diversos tipos de texto.
A autora
Cláudia Nina é crítica literária, jornalista e professora de Teoria Literária. Ex-editora do caderno Idéias & Livros, do Jornal do Brasil, escreve para a revista EntreLivros e para o caderno Prosa & Verso, do jornal O Globo. É doutora em Letras pela Universidade de Utrecht, na Holanda, onde defendeu a tese Exilic/nomadic itineraries in Clarice Lispector’s works, que, no Brasil, foi publicada com o título de A palavra usurpada: exílio e nomadismo na obra de Clarice Lispector, pela EDIPUCRS.
Na PUC-Rio, na disciplina Jornalismo Literário, ministrou o curso “Suplementos literários: como escrever e editá-los”, que foi a base do livro. Foi também editora do site Traça On-line, de crítica literária, montado com base no curso de edição dos suplementos. Em 2003, ganhou a bolsa Prodoc da Capes com um projeto intitulado Crítica literária em uma perspectiva histórica. Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado na PUC-Rio sobre as narrativas da contemporaneidade. Cláudia nasceu no Rio de Janeiro, onde mora.
Título: Literatura nos jornais – A crítica literária dos rodapés às resenhas
Autora: Cláudia Nina
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 24,90
Páginas: 96
ISBN: 978-85-323-0371-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br

Textos de revista

Periodicidade: semanal, mensal.
Leitor de jornais precisa de dados que completem as informações dos jornais. Reista preenche, então lacunas.
Muniz Sodré: Jornal: obrigação; revista: programa.
Jornal de domingo assemelha-se à revista.
Notícia:
a) maior tempo para planejar e escrever - roteiro; pode-se escrever com arte. Frases mais criativas.
b)Revista aborda o assunto; o jornal, o fato.
c) Verbos dicendi: alfinetar, cutucar, desafiar, provocar, lamentou; evitar a mesmice do "afirmou" e "disse".
d)Ordem do texto: depende da intenção; não há lide.
e)Revista ISTOÉ surgiu para competir com VEJA; procurou ser mais originalo, com maior subjetividade, pessoalidade.
f) trechos econômicos, importante é sugerir e não mostrar:
Observe:"Naquele mês, aconteceram 23 arrombamentos de casas numa cidade que não passa de três quarteirões alinhados. Os esforços da plícia eram inúteis, e os moradores idosos morriam de medo de sair à noite. JPA, cabelos escuros, uma ativa voluntária da comunidade e da igreja católica, mãe de três adolescentes, era tímida feito uma criança. Mas ela já estava cansada de se sentir vítima.
Trecho mais econômico: "JPA morava numa rua onde o crime havia se tornado comum, e os moradores mais idosos morriam de medo de sair à noite. Vinte e três casas foram roubadas num
único mês. Mas ela estava já cansada de se sentir vítima."
Frases mais curtas. Trechos com antíteses.
Texto de revista: mais interpretativo.

Reportagem em revista:
Narração em sucessão de fatos: reportagem de fatos.
Começando pelo fato mais atraente envolve o leitor - visualização das cenas.
Reportagem documental: mais pesquisa. Ordenação de maneira mais o objetiva e expositiva-
citação.

Lage:
a)Reportagem investigativa Parte de um fato para revelar outros.
b)Reportagem interpretativa (conjunto de fatos é observado de uma perspectiva metodológica de uma ciência - Sociologia e Economia.
Abertura deve ser envolvente. Menos convencional. Planejamento. Sem lide, sem começo, sem fim. (p.19 Vilas Boas)
"Cpomo pode um filho matar os próprios pais? - Comentou o i9nvestigador Odair Zim, numa delegacia de polícia na noite de sábado, 06 de fevereiro.
-O senhor tem filhos? perguntou Constantino Cheretis, que estava ao lado de Zim.
-Tenho9 - respondeu o investigador.
-Então, trate-os como amigos - advertiu Cheretis.

Constantino Cheretis, 20 anos. Extremamente nervoso. Sempre que os pais, gregos da ilha de Lesbos, o contrariavam, erguia os braços e enraivecia-se até que veias saltassem nas têmporas. Na noite de sábado, diante de investigadores e do delegado Luiz ;roberto Hellmeister, chefe da equipe A do Departamento de Homicídios de São Paulo, ele mostrava-se, no entanto, dócil e relatava com precisão e calma a forma como matara a facadas naquela tarde sua mãe, Metaxia, e o pai, Emanoel Constatino Cheretis. O estudante contou que se sentia pressionado em casa e descreveu sua vida doméstica eomo um cenário de repressão e insensibilidade com que apanhava do pai apenas por chegar tarde nos fins de semana. "Ganhei um soco na boca de presente de Natal. Meu pai nunca foi meu amigo", disse ele, já prfeso no 5º Distrito Policial (ISTOÉ)

Ler reportagem de Carlos Alberto Libânio. p.109.
Atenção:
a)Tom: humor, drama, ironia... bem de acordo com o tema. Em jornal, o tom seria a maior objetividade. " Ex.Modismo ou não, os ataques de vandalismo estão se multiplicando mais que promessa de político em época de eleição."(VEJA)
b) Angulação: (rumo) do texto (situação no tempo e no espaço): Os moradores do morro terão razão em chorar a morte de um traficante? Será um Robin Hood para os moradores?
c)Foco narrativo (ponto de vista): narrador-testemunha, narrador protagonista, narrador onisciente, dramático: narrador apenas mostra o que as personagens falam ou fazem.
d)Maior destaque para os aspectos humanos personagem é ser humano)
e) Sempre aparecem exemplos, para deixar mais concreta a interpretação.
f) Narrativa: "Reportagem de fatos" - fatos narrados em sucessão, por ordem de importância - pir}âmide invertida/ "!Reportagem de ação - relato começa pelo fato mais atraente, e o que importa é o desenrolar dos acontecimentos, ´´e envolver lo leitor com a visualização das cenas. (chamada de descrição cinematográfica, pois as coisas estão em movimento aos olhos do leitor./ reportagem documental: aproxima-se mais da pesquisa; elementos ordenados de maneira mais objetiva e expositiva.

REPORTAGEM

A REPORTAGEM (Juarez Bahia (Jornal, História e Técnica As técnicas do Jornalismo)
Principal cobertura jornalística.
Toda reportagem é notícia; nem toda notícia é reportagem
Planejamento.
Equipe
Várias notícias/ Entrevistas para ilustração.
Divisão:
a) )título: síntese, anúncio do fato
a) 1º parágrafo: clímax, principal da notícia, interesse impacto
b) desenvolvimento: restante da história, pormenorização cronologia, do acontecimento, narrativa dos fatos.
Tipos de organização de matéria
a)pirâmide invertida – reportagem elaborada a partir do clímax para causar impacto.Importância decrescente.
(como um soco); repórter constrói a história de acordo com ordem de importância. Oferece mais liberdade de ação à diagramação; facilita a disposição visual das matérias e exposição mais clara.
b)Pirâmide normal: ordem cronológica – seqüência dos fatos, após o registro inicial daquele que é o ponto mais relevante – lide.
c)clímax e remate incisivo: combinação de pirâmide invertida e com ordem cronológica; repórter dá ao primeiro parágrafo o ângulo mais atual e dramático da história,seguindo a cronologia, rematando-a de forma a não perder o interesse.

Pautas ( Mário Erbolato - Técnicas de codificação em jornalismo)ornal, história e Técnica - Redação, captação e edição no jornal diário)
Pauta sobre matéria quente: seca, greve dos bancários, a situação da Portuguesa de Desportos, times do interior
Pauta sobre matéria fria: lazer e tradições
Interesse humano: os jogadores de um time que caiu para a última divisão; a vida dos aposentados em Bauru, etc.

Ricardo Kotscho apresenta os tipos de reportagem (A prática da reportagem)

a) cobertura – morte do papa
b) reportagem investigativa – procura descobrir causas, origens a partir das conseqüências – morte do operário Manuel Fiel Filho
c) perfil – retrato de personalidade - Ellis Regina
d) levantamento – busca de dados sobre alguma acusação – mordomias no congresso
e) drama social – problemas de pessoas – editoria de polícia
f) grande reportagem – Jequitinhonha, Amazônia

A reportagem

RELEASE

O RELEASE


“O release é a melhor coisa do mundo, pois a maioria dos jornais de bairro, como o meu, não tem estrutura para comportar repórteres. As matérias são feitas através de releases.” Luiz Ismar D’Angelo Netto- jornal São Paulo Zona Sul. LIMA (1999).
“Acho que a imprensa brasileira, por uma série de razões, se tornou extremamente dependente das fontes. É uma imprensa que não questiona jamais as fontes ; vai engolindo o que els empurram. E é o que gente lê nos jornais. Às vezes, o sucesso de um jornal começa a existir exatamente porque ele resolve questionar a fonte e questionar o problema que envolve a imprensa de modo geral”. Editor-chefe do jornal Gazeta Mercantil.

Em geral, a solicitação da publicação de um release é feita numa carta dirigida ao jornal, aos cuidados do editor. Às vezes, dependendo da empresa, a própria assessoria de imprensa elabora uma notícia e solicita a publicação no jornal. Mas, mesmo assim, o jornal deve adaptar o release que publica.

SALLES/INTER-AMERICANA DE PUBLICIDADE S.A
Divisão de Comunicação e Relações Públicas

São Paulo, 23 de outubro de 2002.

Tendo em vista a palestra a ser apresentada nesta quarta-feira (8), na Fazenda Itamarati, em Ponta Porá (MS), abordando desenvolvimento da cultura da soja, solicito a V. Sa. a gentileza de divulgar aos leitores desse prestigiado órgão de imprensa as informações abaixo:
Palestrante: Engo. Agrônomo Eduardo Zaca Correa.
Local: Sede da Fazenda Itamarati, em Ponta Porá, situada na Rodovia do Café-Serradinho, quilômetro 35.
Horário: das 19h

Sendo o que tenho para o momento, agradeço.

Atenciosamente,

Engo. Antônio de Carvalho Alencar
Presidente da Associação Rural de Ponta-Porã


Noticia:
Título: Palestra sobre o desenvolvimento da soja.
Texto
a)lide
b)desenvolvimento


O ESTADO DE SÃO PAULO – A/C EDITORIA GERAL
RÁDIO ELDORADO AM/FM – Cleonte Pereira de Oliveira

INFORMAÇÃO À IMPRENSA

A BRASTEMP viu-se supreendida por um movimento de paralisação de trabalho promovido por um grupo de cerca de 130 pessoas que,l ativamente, tem coagido os demais a fazer o mesmo sob ameaças.

Lamentamos ver, uma vez mais, uma minoria não representativa, porém em instruída e determinada, conseguir intimidar uma maioria ordeira e trabalhadora.

Até este momento (9 horas da manhã do dia 25 de fevereiro), não recebemos sequer uma proposição ou reclamação que defina o propósito do movimento, que se apresenta sem sentido e sem lógica, já que os canais de comunicação da empresa com seus empregados e com o próprio Sindica\to dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo sempre estiveram abertos. E, seja por iniciativa da própria empresa ou por pedido de seus empregados, a empresa ou por pedido de seus empregados, a empresa tem analisado e dado solução aos problemas que naturalmente surgem de uma comunidade de trabalho.
Com o próprio sindicato sempre mantivemos adequadas relações baseadas no respeito a uma entidade sindical designada por lei como negociadora em certas ocasiões em nome dos trabalhadores da empresa.

Por todas essas razões, repetimos termos sido surpreendidos por um movimento sem intenções claras e sem qualquer tentativa de prévio entendimento e não representativo do desejo da maioria que quer trabalhar.

A empresa mantém-se serena e firme centro de seus princípios de sempre manter canais abertos ao entendimento dentro de uma condição de normalidade de trabalho.

Resenha ou crítica

Resenha

Conceito: texto em que se aprecia uma obra de arte ou dos produtos culturais, com a finalidade de oreintar o público leitor. Atualmente, no Brasil é mais chamada de crítica.
No início, intelectuais escreviam em periódicos especializados ou veículos de universidades e eram chamados de críticos. . Tendo em vista o desenvolvimento do jornalismo e uma busca cada vez maior de leitores, os críticos passaram a escrever nos períódicos especializados e no jornais ficou o que chamamos, hoje, de resenha. Assim encontram-se nos jornais textos de resenhas referentes a literatura, teatro,artes plásticas, dança.
Hoje, pode-se dizer que as resdenhas não se referem mais a obras de artes, mas aos psrodutos da indústria cultural.
Significa que foi o fim da crítica literária, por exemplo, dedicada a apreender o sentido profundo das obras de arte e situá-las no contexto histórico, surgindo em seu lugar a resenha.
Claro que a resenha pode interferir nos padrões de produção.
Para Todd Hunt a resenha cumpre as funções:
a)Informa, proporcionando conhecimento sobre o que está em circuolação no mercado cultural e sobre a natureza e a qualidade das obras comercializadas.
b)Rleva o nível cultural pelocaráter didático com aprecia os bens culturais, despertando muitas vezes o senso crítico para essa função.
c)Reforça a identidade comunictária, fazendo o julgamento das obras segundo padrõeos peculiares à comunidade, o que significa descobrir especialidades geoculturais em produtos que possuem destinação massiva.
d)Aconselha como empregar melhor os recursos dos consumidores, fazendo-os recusar os produtos de baixa qualidade.
e)Estimula e ajuda os artistas, elogiando o bom desempenho ou enfatizando falhas e imperfeições.
f)Define o que é novo, distinguindo os produtos tradicionais dos lançamentos que fogem à tendência dominante.
g)Documenta para a história, permitindo reconstruir momentos de uma atividade que é efêmera pela própria natureza da indústria cultural.
h)Diverte, porque resgata situações inusitadas, cômicas ou hilariantes, desde que realizadas com humor.

Jornalismo opinativo- Comentário/artigo

Jornalismo opinativo

O Comentário

Origem: norte-americana.(opínion -makers).

Comentarista: jornalista de grande experiência que se aprofunda nos fatos, observador privilegiado, que tem condições para descobrir certas tramas que envolvem os acontecimentos e oferecê-los à compreensão do público.

Surgiu, com o aparecimento do rádio e tv, para quebrar monopólio do editorial. Acompanha os fatos fatos, establece conexões, sugere desdobramentos, mas matém certo distanciamento das ocorrências. Opina sem paixão, orientga sem impor. Na verdade, explica as notícias, ajuda o leitor a entender os fatos..

Não é mais a ótica da empresa. É assinado.

Famosos: Assis Chateaubriand, Carlos Castelo Branco. Hoje: Mino Carta, Carlos Chagas, Alberto Dines, Clóvis Rossi, Josias de Souza, Eliane Catañede, Fernando Rodrigues (Folha); Dora Krammer (Estado)

Para Martinez Alberto: Váticínio mais ou menos profético do psoterior desenvolvimento dos fatos.

Estrutura do comentário:

a)Síntese do fato e enunciação do significado.

b)Argumentação que sugere seu julgamento.

Campo mais livre: esporte, pela liberdade de atuação que têm os jornalistas esportivos para emitir conceitos e sugerir julgamentos.

Mas há sobre política, enconomia, artes.

Castelli

Artigo

Em geral, de acordo com o senso comum, qualuer texto de jornal. Em geral a autoria é de um professor, médico, político, economista, empresário, um colaborador.

Na FOLHA DE S.PAULO: página A3

No ESTADO DE S. PAULO: página A2

Artigo e ensaio:

Artigo: julgamento, o que um indivíduo pensa sobre determinado assunto. Ensaio presta-se mais para apresentar teoria científica, sobre literatura,

O ensaio aprofunda-se mais no assunto, dá conhecimento público o avanço da ciência.

Ensaio de divulgação e ensaio de julgamento.

Jornalismo Opinativo

Jornalismo Opinativo
Segundo MELO (2003), os gêneros opinativos no jornalismo brasileiro sã0:
1.Editorial
2.Comentário
Artig
4. resenha ou crítica
5. Coluna
6. Crônica
7.Caricatura
8. Carta
EDITORIAL
Gênero jornalístico que expressa a opinião oficial da empresa diangte dos fatos de maior repercussão no momento. Mas, atenção: editorial, nas grandes empresas, é consenso das opiniões dos diferentes núcleos que participam da propriedade da organização: acionistas majoritários, anunciantes, braços do aparelho burocrático do Estado com inflência sobre o processo jornalístico pelos controles que exerce no âmbito fiscal, previdenciário, financeiro. Daí um espaço de contradições. É dirigido à coletividade. Jonathan LANE: intenção nos dias que antecederam o golpe de 1º de abril de 1964, era criar pânico entre as forças armadas, levando-as à insurreição contra o regime constitucionalmente instalado.
Geralmente, fica nas primeiras páginas, com caricaturas, charges, cartas dos leitores, artigos.
Para lLuiz BELTRÃO, quatro atributos marcam o editorial:
a)impessoalidade (não é matéria assinada - 3ª pessoa ou primeira pessoa);
b)topicalidade (tema bem delimitado, cada um tratando de uma questão específica;
c)condensalidade (poucas idéias, maior ênfase às afirmações que às demonstrações, brevidade e clareza);
d)plasticidade (flexibilidade, não pode permanecer stático; deve acompanhar os ritmos dos próprios fatos e apreendê-los nos desdobramentos, variações);
10% dos leitores leem. Hoje lê-se menos.
Ler p.106
MELO, José M. de. Jornalismo opinativo: Gêneros opinativos no jornalismo brasileiro. 3ª ed. revista e aumentada. Campos do Jordão: Mantiqueira.

Entrevista Jornalismo impresso

ENTREVISTA
Conceitos
1. Manual Geral de Redação da FOLHA DE S.PAULO
Tem a finalidade de o leitor conhecer opiniões, idéias, pensamentos e observações do personagem entrevistado.
Cuidados:
a) pergunta com resposta implícita;
b) não é press-release;
c) sem criar polêmicas, repórter deve identificar contradições, pontos de vista opostos ao do interlocutor, levantar objeções, etc.
d) editor decide a forma como será a edição: pingue-pongue, citação, etc.
Pingue-pongue: além da introdução, linitar-se à transcrição do diálogo; discurso direto;
e) nas declarações textuais: sempre entre aspas, sem alterar a literalidade do que foi dito; alterações: evitar repetições, ou expressões próprias da linguagem oral; não abrir texto com Declarações; apenas as frases mais significativas da entrevista; no máximo, três linhas; se houver alguma palavras errada, ou estranha, empregar entre parênteses a expressão latina “sic”;
f) cada entrevistas deve ser introduzida por um pequeno texto em grifo( não é mais assim), de no máximo 40 linhas - perfil, do entrevistado, condições e o local onde foi concedida a entrevista; pergunta em negrito; 1ª vez da citação do nome do entrevistado, pôr nome completo, depois o nome pelo qual é conhecido.

2. Victor Silva Lopes
a) Entrevistador: porta-voz dos leitores; representa o público;
b) tipos: conferência de imprensa (coletiva); individual

3. Erbolato:
Beltrão: “Técnica de obtenção de matéria de interesse jornalístico, por meio de perguntas a outrem.”
Bahia: “Reportagem provocada”
Classificação
a) Gerador de matéria jornalística:
· rotina;
· caracterizadas: diálogo ou ou reprodução de alguém nomeado no texto;
b) quanto ao entrevistado: individual e em grupo: enquete - um ou vários repórteres entrevistam muitas pessoas sobre o mesmo assunto: aumento da passagem de ônibus ;
c) quanto ao entrevistador: pessoal ou exclusiva (pode ser por escrito) e coletiva ( conferência de imprensa =altas autoridades, perguntas são feitas por escrito; pool: espaço pequeno, não cabem todos, os repórteres passam as informações para os colegas;
4. Quanto ao conteúdo: informativas, opinativas (pessoas com autoridade de especialista); e ilustrativas ou biográficas (hábitos de uma pessoa e suas ambições, ouvindo também amigos, parentes.
Necessário sempre observar público-alvo, conhecer o assunto, ver a linha do jornal, solicitar informações adicionais do chefe; explorar no entrevistado: tom de voz, gestos, olhar, modo de vestir,maneirismo.
Selo: Marca que distingue e ilustra um assunto focalizado em edições sucessivas de jornal , revista ou telejornal. Ex.: Olimpíadas, Jogos Olímpicos, etc.
Boné, chapéu: identificação do assunto ou gênero, geralmente composta sobre fio e diagramada em pequena janela aberta no início do texto.
Olho: O mesmo que antítulo. Intertítulo ou pequeno trecho destacado da matéria, diagramado em corpo maior e colocado em janelas de composição corrida. Pequeno texto de chamada para a matéria principal.
Ver "Palavras perigosas", Manual Globo, p. 129.

Títulos

A NOTÍCIA - TÍTULO
Fonte: Bahia, Juarez. Jornal, história e técnica – as técnicas do Jornalismo ( A arte dos títulos)

Título=arte – 1ª linha, 1ª oração ou 1ª frase de notícia, reportagem, análise ou editorial.
Importância: O título vende a notícia, jornal ou livro.
: p. 54
Função: resumir a notícia, destacando sua importância e provocando interesse imediato do leitor.
Aspecto visual: escolha das letras deve corresponder ao visual harmônico e objetivo que se espera.
Muita clareza.
Usar verbo de ação, evitar artigos, não repetir palavras e ser sempre afirmativo.
Cuidado com a subjetividade.
Evite adjetivação.
O ESP
Não dividir palavras em duas linhas; usar o espaço destinado ao título;
não reproduzir as palavras iniciais do texto;
não usar o futuro do pretérito;
não usar ponto, exclamação,
não usar “Foi”, “É”; basta o particípio;
não usar pronomes oblíquos;
Observar: cada veículo tem critérios próprios para o título.
FOLHA DE SÃO PAULO: p.100 – ESTADO:p. 282 – GLOBO
Ver citações (a questão das aspas), FOLHA, DIA 30-8-2009
evite:
gerúndio;
jogos de palavras: Chegada do Nobel da Paz traz anúncio de guerra.
Muletas: artigos, pronomes possessivos;
(Ver manuais de redação aqui do laboratório)

Tipos de lide

UNESP – FAAC
CURSO DE COMUNICAÇÃO – Habilitação: Jornalismo
Prof. Chamadoira
Tipos de lide

Lide simples: refere-se só a um fato principal:
"Uma descompressão explosiva maciça a 7.000 mil metros de altura provocou a queda, ontem, nas proximidades de Saigon, do avião C5AGaiaxy, o maior do mundo, que transportava 150 crianças sul-vietnamitas órfãs, para os Estados Unidos."
Lide composto: anuncia vários fatos importantes, abrindo a notícia:
"Inauguração da Biblioteca Pública municipal com 20 andares, sessão solene na Câmara Municipal para a entrega de pergaminhos aos novos cidadãos paulistanos, jogo entre o Palmeiras e o Grêmio (de Porto Alegre) e a chegada do concorde, em sua viagem inaugural entre Paris e Viracopos, assinalarão domingo próximo o aniversário da fundação de São Paulo. O presidente da República desembarcará em Congonhas às 8 horas e, depois de participar de todas as comemorações, retornará a Brasília à noite."
3.Lide integral 3Q +O + P +C dá noção exata do fato:
"Estudantes paulistas prometem para a tarde de amanhã novos atos de protesto pelas ruas centrais da capital e, além dessa passeata, pretendem realizar comícios para denunciar a indiscriminada criação de faculdades de fins de semana."
Lide suspense ou dramático (provoca emoção):
"Enquanto os bombeiros de Belo Horizonte acreditam que poderão salvar o menino Joaquim Silva, de dois anos, que caiu ontem, às 23 horas, em um poço, no quintal de sua casa, à rua Presidente Wilson, 500, os médicos do pronto-socorro afirmam que o menor dificilmente suportará as dores das fraturas que sofreu, se não for retirado até a manhã de hoje.
Equipes de socorro estão no local, mas seu trabalho tem sido prejudicado, em conseqüência do perigo de desmoronamentos."
Lide flash (flash, jornalisticamente, quer dizer relâmpago, ou introdução lacônica de uma notícia):
'Estudantes da capital prometem novos atos de protesto, amanhã, contra a criação de faculdades de fins de semana."
Lide citação (citação):
'Este ano não será possível construir nova estação de passageiros no aeroporto local”, declarou o diretor de Viracopos."
Lide contraste: (mostra fatos diferentes e antagônicos):
"Enquanto o milionário Pedro da Silva acertava, ontem, sozinho, a megassena. Seu irmão, Antônio da Silva, era sepultado como indigente, no Cemitério da Saudade. Seu corpo fora encontrado no pequeno barraco, construído com tábuas, no qual vivia em bairro periférico."
Lide chavão: (ditado ou slogan – raro):
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido” – declarou ontem Pedro Silveira, para justificar ter assassinado Joaquim de Ameida, que matara seu pai, em janeiro de 1989."
"Lide documentário (base histórica):'
'O campus da Pontifícia Universidade Católica foi inaugurado ontem, com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, do Ministro da Educação, reitores, autoridades e convidados." (Em seguida, descreve-se a cerimônia resumidamente, no lide, de maneira a que, no futuro, o texto possa servir como elemento histórico, a respeito da inauguração):
11. Lide direto (anuncia a notícia sem rodeios, indo diretamente ao fato):
Um terremoto, com a duração de 15 segundos, destruiu hoje parcialmente a capital da "Nicarágua, provocando 500 mortes e ferindo 10 mil pessoas."
12. Lide pessoal (dirige-se ao leitor):
"Você poderá , a partir de hoje, telefonar para a delegacia da Receita Federal, a fim de obter esclarecimentos sobre suas dúvidas quanto ao preenchimento da declaração do Imposto de Renda."
Fonte: ERBOLATO, Mário. Técnicas de Codificação em Jornalismo.2.ed. São Paulo, Ática, 1991.
13. Lide narrativo (LAGE)
"Um vulto infantil que passeava no parapeito do 5º andar do Edifício Caminha, na esquina princiupal de Ubatuba (SP), atraiu multidão, mobilizou os bombeiros e terminou levando à delegacia o dono de um circo: era o anão acrobata que se exibia para promover o espetáculo"

Notícia- Lide

NOTÍCIA


Notícia: relato de fatos ou acontecimentos atuais, de interesse e importância para a comunidade, e capaz de ser compreendido pelo público.

NOTÍCIA= lide + documentação (entrada + corpo)

O LIDE
1) Primeiro parágrafo da notícia em jornalismo impresso, embora possa haver outros lides em seu corpo . (TV= cabeça-de- matéria). LAGE, Estrutura da notícia, p.16

2. Abertura de texto de notícia de jornal impresso, no qual se apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial, o clímax da história. Deve ser redigido de modo a “fisgar” o interesse do leitor para a leitura de toda a matéria. Na construção do lide, o redator deve responder a cinco questões básicas da informação: o quê?, quem?, quando?, onde? Como?, por quê? - 3Q-CO-PQ. (Laswell)
a) Não se começa pelo verbo (exceções);
b) começa-se pelo sintagma nominal ou circunstancial mais importante; se o mais interessante é o sujeito (sintagma nominal sujeito) ou a ação em si, usa-se a ordem direta, isto é, começa-se pelo sujeito.
c) se o interesse maior recai sobre o objeto direto (o que o fulano disse): discurso direto e discurso indireto; se não for o caso de citações, usa-se a voz passiva, e o objeto direto se transforma no sujeito.
d) se recai sobre o objeto indireto, usa-se o verbo que tem relação de antonímia: Dar/receber
e) tempo verbal: pretérito perfeito: notícia é fato acontecido;
futuro: notícia anuncia fato previsto;
imperfeito: ação durativa, continuada.
raramente no presente
f) extensão: 8 a dez linhas de cerca de 5cm.